Por Saul Leblon, publicado no Portal Carta Maior
O acordo que teria sido feito no final de 1973, se comprovado, pode se tornar o símbolo mais abjeto de uma faceta sempre omitida nas investigações sobre a ditadura: a colaboração funcional, direta, não apenas cumplicidade ideológica e política, mas operacional, entre corporações privadas, empresários e a repressão política. Um caso conhecido é o da 'Folha da Tarde', jornal da família Frias, que cedeu viaturas ao aparato repressivo para camuflar operações policiais.
Todavia, o depoimento de Guerra mostra que nem o caso da usina dantesca, nem o repasse de viaturas da Folha foram exceção. Esse é o aspecto do relato que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski (foto), que acaba de ler o livro. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Silva, foram sequestrados em 1974 e desde então integram a lista dos desaparecidos políticos brasileiros.
Bernardo atesta:' Esta tudo lá: empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas

Chamam a atenção os espaços generosos cedidos pelas organizações Globo às poucas figuras públicas de um nanopartido, pretensamente de ultraesquerda, que atende pelo nome de Psol. A base do casamento de conveniências é o falso discurso moralista e udenista de ambos, cujo alvo de sempre é o que eles chamam pejorativamente de lulopetismo, mas que, para a maioria esmagadora da população brasileira, é um vitorioso projeto democrático-popular, em curso no país há quase 10 anos. O cinismo mais escrachado dá o tom da relação psolista-global. Será que o Ali Kamel não sabe que o Psol defende a quebra de contratos e o não pagamento da dívida pública do país ? Quer dizer, então, que nem o neoliberalismo atávico dos executivos dos veículos da família Marinho foi capaz de detectar as insanáveis contradições entre o ideário global e o programa do Psol para o Brasil ?
Por Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrivinhador
Por Bob Fernandes, no Terra Magazine
Rupert Murdoch é dono de um dos maiores impérios de mídia do mundo. Ele tem centenas de empresas que faturam perto de US$ 30 bilhões/ano. Mesmo com tudo isso, o relatório de uma CPI em andamento na Inglaterra acusa Murdoch de “enganar o Parlamento”.A CPI britânica concluiu que Murdoch e seu filho, James, fecharam os olhos para crimes cometidos por suas empresas. Entre outros crimes, um dos jornais de Murdoch grampeou os príncipes Harry e William, herdeiros da coroa.O Brasil começa a viver a CPI do Cachoeira. Não é segredo que a mídia também está no olho do furacão. E que parlamentares querem investigar as relações entre o bicheiro Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e a revista Veja. O ex-presidente Lula também acha que se deve investigar essas relações.Na internet, que no Brasil tem algo como 80 milhões de usuários – estima-se que 48 milhões de usuários diários – o julgamento já começou.





















