domingo, 19 de maio de 2013

O ódio se dissemina na rede

Eles não têm apreço pela democracia e são saudosos da ditadura; desprezam negros, pobres, nordestinos e gays; movimento social é coisa de bandido; sentem engulhos estamocais quando esbarram nos aeroportos com os "intrusos" das classes baixas; o caos no trânsito das grandes metrópoles é culpa dos pobres que deram para comprar carros de uns tempos para cá; em geral, só leem Veja, Globo, Estadão e Folha e vivem a matraquear as chavões facistóides ali publicados; por eles, o Congresso Nacional seria fechado, já que o sistema representativo de nada serve e os políticos são safados.

Esse é o retrato em preto e branco de um contingente nada desprezível da classe média brasileira. Na internet, seus pontas de lança são os chamados "trolls", cujos comentários nos facebooks, sites e blogs da mídia conservadora, e também nos espaços alternativos e progressistas da rede, são cada vez mais frequentes. Muitas vezes encobertos pelo manto covarde do anonimato, eles distribuem ofensas, destilam preconceito e pregam a ruptura da ordem democrática.

Dias atrás um imbecil desses enviou para este  blog um comentário  sobre artigo que postei cobrando da presidenta Dilma a nomeação de um substituto para o ministro Ayres Brito no STF. Pregando abertamente a volta da ditadura militar, o comentário apócrifo não poupava ofensas a Lula, Dilma, PT e ao povo brasileiro.

Como não foi a primeira vez, recomendo a esses militantes virtuais do facismo que não percam seu tempo me enviando comentários anônimos e repletos de baixarias. Aqui, eles jamais serão publicados. Melhor cantar em outra freguesia : que tal assistir a um show do Lobão, o roqueiro recém-convertido às teses do coronel Ustra e do deputado Bolsonaro ?

Um comentário:

  1. Parabéns peplo texto, Bepe. Agradeço por falar por todos nós!

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